quarta-feira, 9 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Refletindo
Dançando como pode ou como sabe!
Allê Monteiro
E os que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música.
Friedrich Nietzsche
Já ouvi essa frase inúmeras vezes desde quando era criança pelos meus pais, muitas vezes não entendia o verdadeiro significado do que queriam falar, falavam como se a gente soubesse o que queriam dizer e realmente não entendíamos mesmo, tanto eu como meus irmãos.
Queriam que a gente entendesse porque seria bom, poderia nos evitar de não sabermos o que fazer em determinadas situações da vida e a gente estava tão preocupados com a vida, que não perguntávamos nada sobre esse "provérbio popular". Queríamos mesmo era "brincar" e foi brincando, brincando que fui aprendendo, hoje sei perfeitamente o que queriam ensinar mas, não ia adiantar muito entender o significado por que na vida só aprendemos com ela, com o lúdico, que é brincar!
E foi brincando sem saber que aprendi a "dançar como podia ou como sabia" a duras penas e como foi a duras penas. Minha mãe não estava comigo por que sai cedo de casa para estudar num outro Estado e em um internato, podem imaginar?
Meu ponto fraco é não saber dançar, foi aí que a coisa começou a complicar e até que tentei aprender mas, não levo jeito até hoje. Ah, se fosse dessa dança que ela estava falando! Seria tão mais fácil! Teria me polpado! Teria me machucado menos! Só que a vida não é simples como a gente pensa que é, e dançar também não é assim tão simples por que tem regras, passos a seguir e acompanhar, sintonia total com o parceiro.
Via minha mãe dançando sempre pela casa e sem nunca frequentar uma aula de dança, do jeito que podia e sabia lá estava dançando!
Lembro-me de um dia em que a vi dançando como uma dançarina de balé, pensava que não percebia quando dividia a comida feita no jantar para servir também no almoço, dançava naturalmente uma belíssima dança que só ela sabia e mais ninguém.
Vi muitas manhãs meu pai indo para o corte de cana cansado ainda do dia anterior. Há algo inesquecível sobre ele, pouco frequentou a escola e o desejo de aprender a ler era maior que o cansaço do dia anterior mesmo assim ao chegar da roça pegava os livros e do jeito que sabia, podia e lia, com isso hoje sabe lê perfeitamente. Para ele dou o troféu de melhor dançarino, por que assim como a minha mãe teve que aprender a dançar sozinha como mãe de quatro filhos dançava pelos cômodos da casa de assoalho como podia e como sabia. Sabia? Não! Tiveram que aprender! Não frequentaram escola regular mas, a vida ensinou. Eles também foram para a aula de dança.
"Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"
Isadora Duncan
Dançamos como sabemos ou podemos?
É assim, não precisa de escola, melhor para nos ensinar que a vida não existe professor melhor.
Para quem quer aprender, as aulas são de graça e professor é o que não nos falta.
Nunca mais retornei a morar com os meus pais, mas a lição guardo no bolso como um manual por que todos os dias preciso dançar.
Danço em qualquer lugar que for preciso, foi essa lição que aprendi!
Danço como sei e posso. O importante é não perder a sintonia e onde se quer chegar.
Vamos dançando!
O mundo já caiu, só me resta dançar sobre os destroços.
Clarice Lispector
Dançando...
Ter fé é dançar na beira do abismo
Friedrich Nietzsche
E dançando!
A gente aprende a dançar dependendo do ritmo!
E não é algo fácil, temos que treinar, gastar horas e horas, ás vezes com "calos" que não tem mais fim.
Eu ainda continuo aprendendo a dançar do jeito que sei e posso, só existe uma coisa que não quero é deixar de dançar até que o meu tempo se encerre aqui!
Seja por isso que não sou tão compreendida!
Quem não ouve a melodia acha maluco quem dança...
Oswaldo Montenegro
Allê Monteiro
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Refletindo!!!
Deixa pra lá!
Demorei tanto para entender que independente de qualquer idade ou situação não se pode deixar pra lá. Pra lá é muito longe e talvez nunca vai acontecer, nunca vai chegar e que na vida o verbo #DEIXAR tem que ser algo muito reflexivo como nos verbos onde o sujeito sofre a própria ação, por que há tantas coisas no nosso dia-a-dia que não há como recuperar, se deixamos, é óbvio que deixamos para que outra pessoa tome o que era para ser nosso, tome o nosso lugar e essa percepção só se descobre com a maturidade, com as pancadas da vida, com as trombadas, com as rasteiras que levamos e,...por que só descobrimos isso quando chegamos aos #40 anos? Ou estou enganada? Alguns conseguem atingir essa maturidade muito antes de completar os 40 anos.
Hã?
Por que deixamos tantas coisas pra lá?
Esse verbo não deveria existir. Culpa de quem não nos alertou a conjugá-lo todos os dias e de forma como deveria!
#Deixar
1. permitir
2. legar
3. abandonar algo ou alguém
deixar algo por fazer - não fazer algo
deixar algo para - adiar
deixar algo ou alguém em paz - deixar algo ou alguém sossegado
deixar algo por fazer - não fazer algo
deixar algo para - adiar
deixar algo ou alguém em paz - deixar algo ou alguém sossegado
Deveriam nos alertar a conjugar os verbos com o dicionário ao lado para sabermos o que significa. Como educadora irei refletir!
Não dá pra permitir que o silêncio dure uma eternidade.
Não dá também para permitir viver de qualquer jeito, como se nada pudesse acontecer.
Não dá pra permitir abandonar algo ou alguém, já que a vida é tão curta e talvez aquele desejo nunca se realize por que deixei o tempo passar e quando percebemos, passou e o ciclo da vida se encerrou.
Não dá pra deixar e não fazer nada quando o fogo está ligado e o leite sendo derramado e quando o leite é derramado não adianta chorar.
Não dá pra adiar hoje por que amanhã pode ser muito longe,uma eternidade.
Não dá pra deixar uma saudade durar por uma vida toda e depois ficar remoendo o que passou por que eu deixei passar.
Não dá pra deixar alguém em paz quando o amor é mais forte, até que a resposta venha.
Não dá pra deixar em paz enquanto não obtivermos a resposta seja ela sim ou não.
Não dá pra deixar o nosso sonho sossegado por que ele vai se acomodar.
Não dá pra deixar algo pra lá se é tão importante e cada um sabe a dor ou amor que há no peito.
Quem nunca deixou pra lá uma roupa para passar num outro dia?
Quem nunca abandonou um o "sapato de um dos pés" no meio do caminho por que estragou?
Quem nunca se arrependeu do beijo que não deu, do abraço que deixou para outro dia, da declaração de amor que deixou para outra oportunidade,...quem?
Li essa frase hoje: Ás vezes é melhor pra alma, deixar o volume dos fones mais altos que a voz dos pensamentos.
Depende de cada situação, não dá para generalizar por que em certas situações o que o nosso pensamento tanto deseja vai nos deixar felizes.
Para mim é o coração dizendo algo.
Antes de #DEIXAR reflita, corre no dicionário e faça somente o que tiver certeza.
Que tal usamos mais o dicionário para não nos arrependermos tanto dos verbos, que nos ensinaram a conjugar sem ao menos saber o significado.
A frase do dia é “Deixar Ir”, queridos.
Deixem Ir!
Deixem Ir quaisquer mágoas, rancores, remorsos e dor remanescentes que os estão privando da verdadeira Felicidade.
Deixem Ir!
Deixem Ir quaisquer mágoas, rancores, remorsos e dor remanescentes que os estão privando da verdadeira Felicidade.
Ou
Deixem ir ou não?
Coloque tudo na balança antes de deixar!
Allê Monteiro
sábado, 21 de junho de 2014
Bem-estar
DIABETES E OS DISTÚRBIOS DA TIREOIDE
A tireoide é a maior glândula endócrina do nosso corpo e desempenha um papel muito importante no processo metabólico, bem como no crescimento e desenvolvimento corporal. Cerca de 7% da população mundial tem algum tipo de distúrbio da tireoide, que ocupa o segundo lugar, depois do diabetes, quando se trata de doenças endócrinas, em geral. Os Distúrbios da tireoide ocorrem com mais frequência em mulheres (geralmente em idade mais avançada) e em pessoas com diabetes, especialmente do tipo 1. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas com diabetes tipo 1 irá desenvolver alguma forma de distúrbio da tireoide ao longo da sua vida. É muito importante que os indivíduos com diabetes tenham uma compreensão do que são os distúrbios da tireoide e como estes poderiam afetar seu controle glicêmico.
Existem dois tipos de distúrbios da tireoide, um é quando seu corpo está produzindo hormônio tireoidiano em excesso (hipertireoidismo) e o outro, quando o seu corpo não está produzindo a quantidade suficiente do hormônio (hipotireoidismo).
Alguns dos sintomas de HIPERTIREOIDISMO incluem:
• perda de peso;
• aumento da temperatura corporal / suar mais do que o normal;
• aumento da frequência cardíaca;
• diarreia;
• no caso das mulheres, o período menstrual pode diminuir ou cessar;
Em paciente diabéticos, o distúrbio mais comum é o hipotireoidismo. Muitos casos de hipotireoidismo são atribuídos a doenças autoimunes, assim como o diabetes tipo 1, sendo esta a principal razão pela qual os pesquisadores têm relacionado as duas enfermidades.
Alguns sinais de HIPOTIREOIDISMO incluem:
• ganho de peso;
• prisão de ventre;
• perda da memória;
• cansaço;
• depressão;
• períodos menstruais frequentes e abundantes;
A principal preocupação para os diabéticos é entender como esses hormônios afetam sua glicemia. Como a tireoide regula o nosso processo metabólico, um distúrbio nesta glândula poderia afetar a forma como o nosso corpo processa o açúcar, bem como o efeito dos medicamentos para diabetes. Se você sofre de diabetes e hipertireoidismo, simultaneamente, você poderá perceber que seu nível de açúcar pode se elevar de forma anormal. Isso ocorre porque quando você tem este hormônio tireoidiano em excesso em seu organismo, o seu metabolismo acelera, o que aumenta eliminação dos medicamentos ou os torna menos eficazes. O hipotireoidismo é o oposto. Quando você não tem a quantidade suficiente de hormônio da tireoide, seu metabolismo fica mais lento, o que faz com que os medicamentos permaneçam no organismo por mais tempo que o normal. Isso aumenta o risco de uma aparente “superdose” de medicamento no organismo, podendo levar a baixa de açúcar no sangue se não for tratada.
Distúrbios da tireoide não podem ser curados, mas podem ser tratados. O hipertireoidismo normalmente é tratado com medicação ou até mesmo cirurgia. O hipotiroidismo, por outro lado, só pode ser tratado através da administração do hormônio da tireoide. Já que é muito comum os diabéticos (especialmente do tipo 1) desenvolverem problemas de tireoide, recomenda-se fazer avaliações anuais para verificar possíveis distúrbios. As mulheres e os idosos também devem checar regularmente seus níveis de hormônios da tireoide, uma vez estes problemas tornam-se mais comuns à medida que envelhecemos. Um exame de sangue simples é tudo o que será necessário para verificar se você tem problemas na tireoide. Com ou sem diabetes, distúrbios da tireoide são de fato facilmente controláveis e você pode evitar várias complicações a longo prazo, se este distúrbio for detectado precocemente e tratado corretamente. Então, certifique-se de manter-se em dia com seus check-ups anuais e, se perceber alguns dos sintomas acima, aconselhamos que contate seu médico, assim que possível.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Quais são as pontes e os pontos da sua vida?
Quais são as pontes e os pontos da sua vida?
Pontes e pontos
Pontos de encontro,
Pontos de partida,
Pontos sem pontos,
Pontos de um conto.
Pontes de passagem,
Pontes de saída,
Pontes entre cidades,
Pontes de uma vida.
Em torno de um ponto, cruzam pontes em nossas vidas,
Pelas pontes dos nossos entornos, voltam-se pontos da lida.
Não vivi todos os pontos. Nem transcorri todas as pontes,
Respiro sobre as pontes os pontos da minha vida.
Geraldo Ramires

quarta-feira, 18 de junho de 2014
As sete lições do bambu
As sete lições do bambu
Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira lição que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
A segunda lição: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
A terceira lição: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta lição que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta lição é que o bambu é cheio de "nós" (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta lição é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é que ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.
Autor: Desconhecido
sábado, 14 de junho de 2014
Ensaio sobre amizade
Ensaio sobre amizade
Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com
quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem
jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto,
é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base
estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na
admiração. Na tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em
algo além de todos os nossos limites e desastres.
Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e
intuição, mas uma dessas opções mais profundas,arcaicas, que a gente faz até
sem saber, para ser feliz ou para se destruir. Eu não quereria como parceiro de
vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces
emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. Falo daquela
pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia
ou da madrugada, e dizer: “Estou mal, preciso de você”. E ele ou ela estará
comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou
simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me
reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for.
Mais reservada do que expansiva num primeiro momento,
mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e poucas,
mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a
família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar.
Sem elas, eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as
quais eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais
tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de ganhos
nesta vida.
Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de público algum: sou gente.
A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele
mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela
vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar,é poder criticar
(com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder
aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto
depois, sem ter de dar explicação nenhuma. Amiga é aquela a quem se pode ligar
quando a gente está com febre e não quer sair para pegar as crianças na chuva:
a amiga vai, e pega junto com as
dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio.
Amigo é aquele a quem a gente recorre quando se angustia
demais, e ele chega confortando, chamando de “minha
gatona” mesmo que a gente esteja um trapo. Amigo, amiga, é um dom incrível,
isso eu soube desde cedo, e não viveria sem eles. Conheci uma senhora que se
vangloriava de não precisar de amigos: “Tenho meu marido e meus filhos, e isso
me basta”. O marido morreu, os filhos seguiram sua vida, e ela ficou num
deserto sem oásis, injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça.
Mais de uma vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura,
que a vida é uma construção, também a vida afetiva. E que amigos não
nascem do nada como frutos do acaso: são cultivados com…
amizade. Sem esforço, sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo
como crescem as árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço
nem afeto.
Quando em certo período o destino havia aparentemente
tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o sentido de
tudo, foram amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já revelados amigos,
que seguraram as pontas.
E eram pontas ásperas aquelas. Agüentei, persisti, e continuei amando a vida,
as pessoas e a mim mesma (como meu amado amigo Erico Verissimo, “eu me amo mas
não me admiro”) o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no
mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos.
Com eles, sem grandes conversas nem palavras explícitas,
aprendi solidariedade, simplicidade, honestidade, e carinho.
Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada,
estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para
o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou
desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na
amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem
perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder
rugas ou tristezas. A gente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo
complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois
o verdadeiro amigo é confiável e estimulante,engraçado e grave, às vezes
irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos
chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores:como o verdadeiro amor.
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